A Climate Tracker América Latina, com o apoio da Oxfam, abre as inscrições para Mulheres que lideram a transição justa, uma iniciativa voltada para jornalistas da Guatemala, Honduras, El Salvador, México, Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil interessadas em investigar e contar histórias sobre o papel das mulheres diante da crise climática.
A chamada financiará cinco reportagens nos formatos de texto, áudio ou vídeo que documentem como mulheres de diferentes territórios impulsionam soluções, defendem suas comunidades, participam da tomada de decisões e constroem alternativas frente aos desafios das mudanças climáticas. O objetivo é fortalecer uma cobertura jornalística que reflita seu protagonismo nos processos de transição justa que estão em curso na América Latina.
A iniciativa surge como uma nova etapa do trabalho que a Climate Tracker América Latina e a Oxfam vêm desenvolvendo para dar visibilidade às experiências de lideranças ambientais, indígenas, afrodescendentes e comunitárias da região. Nos últimos meses, as duas organizações documentaram histórias de mulheres que promovem alternativas à expansão dos combustíveis fósseis, fortalecem a organização comunitária e participam ativamente da construção de propostas para o futuro de seus territórios.
A partir dessa experiência, a chamada busca ampliar o alcance dessa cobertura e apoiar mulheres jornalistas que identifiquem novas histórias a partir de uma perspectiva local, jornalística e baseada em direitos humanos.
Para isso, cinco jornalistas serão selecionadas para desenvolver uma reportagem original com acompanhamento editorial da Climate Tracker América Latina. Cada uma receberá uma bolsa de produção de US$ 500 e poderá solicitar apoio adicional de até US$ 150 para cobrir despesas de viagem relacionadas à apuração, quando necessário.
Os trabalhos selecionados farão parte de uma iniciativa regional de comunicação que reunirá histórias de diferentes países da América Latina e buscará dar visibilidade a experiências de transição justa antes da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada em Antália, na Turquia.
Quem pode se inscrever?
A chamada está aberta a mulheres jornalistas maiores de 18 anos que residam em um dos oito países participantes. Podem se candidatar tanto jornalistas freelancers quanto profissionais vinculadas a veículos de comunicação ou com experiência em jornalismo.
São especialmente convidadas jornalistas com experiência ou interesse em temas relacionados às mudanças climáticas, energia, meio ambiente, gênero, direitos humanos e justiça social.
Que tipo de histórias estamos buscando?
As propostas devem se concentrar no papel desempenhado pelas mulheres em processos relacionados à ação climática e à transformação de seus territórios.
Serão especialmente valorizadas histórias sobre:
- Defesa ambiental e territorial.
- Acesso à energia e transformação dos sistemas energéticos.
- Adaptação e resiliência frente aos impactos climáticos.
- Governança ambiental e participação política.
- Organização comunitária e construção de alternativas locais.
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As propostas poderão ser desenvolvidas nos formatos de texto, áudio ou vídeo, desde que apresentem uma abordagem jornalística consistente e sejam viáveis dentro do tempo e dos recursos da bolsa (aproximadamente um mês de desenvolvimento). No momento da inscrição, as participantes deverão indicar o formato escolhido e apresentar uma proposta que descreva claramente o enfoque da história, as possíveis fontes e um plano preliminar de apuração.
No caso das reportagens em texto, espera-se uma extensão aproximada de 1.500 a 2.000 palavras.
As propostas em áudio ou vídeo serão produzidas e editadas durante o desenvolvimento do programa. Ao final do processo, as histórias deverão ser entregues completamente editadas e prontas para publicação. A duração das peças será flexível e deverá responder às necessidades da história.
Além da relevância jornalística e da originalidade da abordagem, o comitê avaliará a viabilidade de produção, a clareza da proposta e seu alinhamento com os objetivos da chamada.
As propostas em áudio ou vídeo serão produzidas e editadas durante o desenvolvimento do programa. Ao final do processo, as histórias deverão ser entregues completamente editadas e prontas para publicação. A duração das peças será flexível e deverá responder às necessidades da história.
Além da relevância jornalística e da originalidade da abordagem, o comitê avaliará a viabilidade de produção, a clareza da proposta e seu alinhamento com os objetivos da chamada.
¿Qué recibirán las periodistas seleccionadas?
As cinco bolsistas contarão com:
- Bolsa de produção de US$ 500.
- Apoio adicional de até US$ 150 para despesas de apuração em campo, quando necessário.
- Mentoria editorial personalizada.
- Acompanhamento durante a investigação, a apuração e a redação da reportagem.
- Divulgação regional de suas histórias por meio dos canais e parceiros da Climate Tracker América Latina.
Datas importantes
As inscrições estarão abertas de 1º de julho a 2 de agosto de 2026.
Após o encerramento, a equipe editorial revisará as candidaturas e selecionará cinco propostas para iniciar o processo de apuração e produção entre agosto e setembro de 2026.
Como se inscrever?
As inscrições serão recebidas por meio de um formulário on-line. As participantes deverão apresentar uma proposta de no máximo 300 palavras, definindo claramente o enfoque da história, as possíveis fontes e um planejamento preliminar de apuração.
Só falta:
Se você tem uma história que merece ser contada e deseja aprofundar o papel desempenhado pelas mulheres na transição energética, esta chamada pode ajudá-la a transformá-la em uma reportagem com alcance regional.
Perguntas frequentes
Atualmente não trabalho como jornalista, mas tenho experiência anterior. Posso me inscrever?
Sim. Não é necessário estar trabalhando atualmente em um veículo de comunicação ou exercendo a profissão de jornalista de forma permanente. Serão valorizadas sua experiência prévia e, principalmente, a qualidade, a relevância e a viabilidade da proposta apresentada.
Sou homem. Posso me inscrever?
Não. Esta chamada é destinada exclusivamente a pessoas que se identificam como mulheres e que atendam aos demais requisitos de participação. A iniciativa busca fortalecer a representação e a liderança das mulheres na cobertura jornalística sobre ação climática e transição justa, promovendo a produção de reportagens a partir de suas perspectivas e experiências.
Sou estudante de Jornalismo. Posso me inscrever?
Sí. Las estudiantes pueden postular siempre que cuenten con experiencia demostrable en producción periodística. Te recomendamos incluir enlaces o muestras de trabajos previos realizados en medios, plataformas digitales, proyectos universitarios u otros espacios de publicación.
Preciso trabalhar em um veículo de comunicação para participar?
Não. A chamada está aberta tanto a jornalistas vinculadas a veículos de comunicação quanto a freelancers e profissionais independentes. Pessoas com experiência prévia em produção jornalística também podem se inscrever.
Posso me inscrever mesmo sem nunca ter coberto temas climáticos?
Sim. Embora a experiência em temas relacionados às mudanças climáticas, energia, meio ambiente, gênero, direitos humanos ou justiça social seja considerada um diferencial, jornalistas interessadas em explorar esses assuntos pela primeira vez também podem se candidatar.
Posso apresentar uma reportagem que já tenha sido publicada?
Não. As propostas devem corresponder a reportagens originais e inéditas, que ainda não tenham sido publicadas.
Posso enviar mais de uma proposta?
Não. Cada participante poderá apresentar apenas uma proposta de reportagem.
Sou de um dos países elegíveis, mas atualmente moro em outro país. Posso me inscrever?
Sim. No entanto, será necessário demonstrar que a cobertura é viável e que você dispõe de um plano de apuração adequado para desenvolvê-la.
Quais despesas a bolsa cobre?
As jornalistas selecionadas receberão uma bolsa de produção de US$ 500 para desenvolver sua reportagem. Além disso, poderão solicitar apoio adicional de até US$ 150 para cobrir despesas de viagem relacionadas à apuração, quando essas forem necessárias e estiverem devidamente justificadas.
Em que idioma devo apresentar minha proposta?
As propostas poderão ser enviadas em espanhol ou português.
Que tipo de histórias a chamada procura?
Buscamos propostas que documentem o papel das mulheres em processos de transição justa, ação climática, defesa dos territórios, governança ambiental, acesso à energia, adaptação às mudanças climáticas e construção de alternativas comunitárias frente à crise climática.
Quantas jornalistas serão selecionadas?
Serão selecionadas cinco jornalistas entre todas as candidaturas recebidas nos oito países participantes.
O que as jornalistas selecionadas receberão além do financiamento?
Além da bolsa de produção, as selecionadas receberão acompanhamento editorial personalizado da equipe da Climate Tracker América Latina e apoio durante todo o processo de investigação, apuração e redação. Suas reportagens também serão divulgadas por meio dos canais e parceiros da organização.
Em que formato devem ser apresentadas as reportagens?
As reportagens selecionadas deverão ser entregues em formato de texto, áudio ou vídeo.
Nesse sentido, o gênero jornalístico é flexível e pode incluir reportagem, perfil, crônica ou outros formatos, desde que a proposta seja consistente, viável e esteja alinhada aos objetivos da chamada.