Climate Tracker e Oxfam vão financiar cinco reportagens sobre mulheres e transição justa na América Latina

Jornalistas da Guatemala, Honduras, El Salvador, México, Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil poderão se candidatar a uma bolsa de produção de US$ 500 e receber acompanhamento editorial para desenvolver reportagens com enfoque territorial e de direitos humanos.

A Climate Tracker América Latina, com o apoio da Oxfam, abre as inscrições para Mulheres que lideram a transição justa, uma iniciativa voltada para jornalistas da Guatemala, Honduras, El Salvador, México, Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil interessadas em investigar e contar histórias sobre o papel das mulheres diante da crise climática.

A chamada financiará cinco reportagens nos formatos de texto, áudio ou vídeo que documentem como mulheres de diferentes territórios impulsionam soluções, defendem suas comunidades, participam da tomada de decisões e constroem alternativas frente aos desafios das mudanças climáticas. O objetivo é fortalecer uma cobertura jornalística que reflita seu protagonismo nos processos de transição justa que estão em curso na América Latina.

Cahuo Boya es la presidenta de la Asociación de Mujeres de la Nacionalidad Waorani de Ecuador. A través de esta iniciativa impulsa el empoderamiento económico de las mujeres de esta nacionalidad indígena de la Amazonía ecuatoriana. Crédíto: Isabel Alarcón

A iniciativa surge como uma nova etapa do trabalho que a Climate Tracker América Latina e a Oxfam vêm desenvolvendo para dar visibilidade às experiências de lideranças ambientais, indígenas, afrodescendentes e comunitárias da região. Nos últimos meses, as duas organizações documentaram histórias de mulheres que promovem alternativas à expansão dos combustíveis fósseis, fortalecem a organização comunitária e participam ativamente da construção de propostas para o futuro de seus territórios.

A partir dessa experiência, a chamada busca ampliar o alcance dessa cobertura e apoiar mulheres jornalistas que identifiquem novas histórias a partir de uma perspectiva local, jornalística e baseada em direitos humanos.

Para isso, cinco jornalistas serão selecionadas para desenvolver uma reportagem original com acompanhamento editorial da Climate Tracker América Latina. Cada uma receberá uma bolsa de produção de US$ 500 e poderá solicitar apoio adicional de até US$ 150 para cobrir despesas de viagem relacionadas à apuração, quando necessário.

Os trabalhos selecionados farão parte de uma iniciativa regional de comunicação que reunirá histórias de diferentes países da América Latina e buscará dar visibilidade a experiências de transição justa antes da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada em Antália, na Turquia.

Quem pode se inscrever?

A chamada está aberta a mulheres jornalistas maiores de 18 anos que residam em um dos oito países participantes. Podem se candidatar tanto jornalistas freelancers quanto profissionais vinculadas a veículos de comunicação ou com experiência em jornalismo.

São especialmente convidadas jornalistas com experiência ou interesse em temas relacionados às mudanças climáticas, energia, meio ambiente, gênero, direitos humanos e justiça social.

Que tipo de histórias estamos buscando?

As propostas devem se concentrar no papel desempenhado pelas mulheres em processos relacionados à ação climática e à transformação de seus territórios.

Serão especialmente valorizadas histórias sobre:

  • Defesa ambiental e territorial.
  • Acesso à energia e transformação dos sistemas energéticos.
  • Adaptação e resiliência frente aos impactos climáticos.
  • Governança ambiental e participação política.
  • Organização comunitária e construção de alternativas locais.

As propostas poderão ser desenvolvidas nos formatos de texto, áudio ou vídeo, desde que apresentem uma abordagem jornalística consistente e sejam viáveis dentro do tempo e dos recursos da bolsa (aproximadamente um mês de desenvolvimento). No momento da inscrição, as participantes deverão indicar o formato escolhido e apresentar uma proposta que descreva claramente o enfoque da história, as possíveis fontes e um plano preliminar de apuração.

No caso das reportagens em texto, espera-se uma extensão aproximada de 1.500 a 2.000 palavras.

As propostas em áudio ou vídeo serão produzidas e editadas durante o desenvolvimento do programa. Ao final do processo, as histórias deverão ser entregues completamente editadas e prontas para publicação. A duração das peças será flexível e deverá responder às necessidades da história.

Além da relevância jornalística e da originalidade da abordagem, o comitê avaliará a viabilidade de produção, a clareza da proposta e seu alinhamento com os objetivos da chamada.

María Rosario Chicunque Chindoy, del pueblo Kamëntša de Colombia, promueve la transmisión de los saberes y prácticas ancestrales para defender el territorio. Crédito de foto: Isabel Alarcón

As propostas em áudio ou vídeo serão produzidas e editadas durante o desenvolvimento do programa. Ao final do processo, as histórias deverão ser entregues completamente editadas e prontas para publicação. A duração das peças será flexível e deverá responder às necessidades da história.

Além da relevância jornalística e da originalidade da abordagem, o comitê avaliará a viabilidade de produção, a clareza da proposta e seu alinhamento com os objetivos da chamada.

¿Qué recibirán las periodistas seleccionadas?

As cinco bolsistas contarão com:

  • Bolsa de produção de US$ 500.
  • Apoio adicional de até US$ 150 para despesas de apuração em campo, quando necessário.
  • Mentoria editorial personalizada.
  • Acompanhamento durante a investigação, a apuração e a redação da reportagem.
  • Divulgação regional de suas histórias por meio dos canais e parceiros da Climate Tracker América Latina.

Datas importantes

As inscrições estarão abertas de 1º de julho a 2 de agosto de 2026.

Após o encerramento, a equipe editorial revisará as candidaturas e selecionará cinco propostas para iniciar o processo de apuração e produção entre agosto e setembro de 2026.

Como se inscrever?

As inscrições serão recebidas por meio de um formulário on-line. As participantes deverão apresentar uma proposta de no máximo 300 palavras, definindo claramente o enfoque da história, as possíveis fontes e um planejamento preliminar de apuração.

Só falta:

Días
Horas
Minutos
Segundos

Se você tem uma história que merece ser contada e deseja aprofundar o papel desempenhado pelas mulheres na transição energética, esta chamada pode ajudá-la a transformá-la em uma reportagem com alcance regional.

Yuvelis Morales participó en una marcha en Santa Marta, Colombia, para exigir una transición energética justa. Foto: Isabel Alarcón

Perguntas frequentes

Atualmente não trabalho como jornalista, mas tenho experiência anterior. Posso me inscrever?

Sim. Não é necessário estar trabalhando atualmente em um veículo de comunicação ou exercendo a profissão de jornalista de forma permanente. Serão valorizadas sua experiência prévia e, principalmente, a qualidade, a relevância e a viabilidade da proposta apresentada.

Não. Esta chamada é destinada exclusivamente a pessoas que se identificam como mulheres e que atendam aos demais requisitos de participação. A iniciativa busca fortalecer a representação e a liderança das mulheres na cobertura jornalística sobre ação climática e transição justa, promovendo a produção de reportagens a partir de suas perspectivas e experiências.

Sí. Las estudiantes pueden postular siempre que cuenten con experiencia demostrable en producción periodística. Te recomendamos incluir enlaces o muestras de trabajos previos realizados en medios, plataformas digitales, proyectos universitarios u otros espacios de publicación.

Não. A chamada está aberta tanto a jornalistas vinculadas a veículos de comunicação quanto a freelancers e profissionais independentes. Pessoas com experiência prévia em produção jornalística também podem se inscrever.

Sim. Embora a experiência em temas relacionados às mudanças climáticas, energia, meio ambiente, gênero, direitos humanos ou justiça social seja considerada um diferencial, jornalistas interessadas em explorar esses assuntos pela primeira vez também podem se candidatar.

Não. As propostas devem corresponder a reportagens originais e inéditas, que ainda não tenham sido publicadas.

Não. Cada participante poderá apresentar apenas uma proposta de reportagem.

Sim. No entanto, será necessário demonstrar que a cobertura é viável e que você dispõe de um plano de apuração adequado para desenvolvê-la.

As jornalistas selecionadas receberão uma bolsa de produção de US$ 500 para desenvolver sua reportagem. Além disso, poderão solicitar apoio adicional de até US$ 150 para cobrir despesas de viagem relacionadas à apuração, quando essas forem necessárias e estiverem devidamente justificadas.

As propostas poderão ser enviadas em espanhol ou português.

Buscamos propostas que documentem o papel das mulheres em processos de transição justa, ação climática, defesa dos territórios, governança ambiental, acesso à energia, adaptação às mudanças climáticas e construção de alternativas comunitárias frente à crise climática.

Serão selecionadas cinco jornalistas entre todas as candidaturas recebidas nos oito países participantes.

Além da bolsa de produção, as selecionadas receberão acompanhamento editorial personalizado da equipe da Climate Tracker América Latina e apoio durante todo o processo de investigação, apuração e redação. Suas reportagens também serão divulgadas por meio dos canais e parceiros da organização.

As reportagens selecionadas deverão ser entregues em formato de texto, áudio ou vídeo.

Nesse sentido, o gênero jornalístico é flexível e pode incluir reportagem, perfil, crônica ou outros formatos, desde que a proposta seja consistente, viável e esteja alinhada aos objetivos da chamada.

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